XLIII.

Na margem de huma fonte se encostava,
Que já clara correo com seus favores,
E se delles travêssa murmurava,
Em lagrimas agora exhála amores:
Ás plantas, aos penhascos se queixava,
Outra vez já seu mal contava ás flores
Onde nos eccos, que respira o monte,
Suspira o valle, porque chora a fonte.