XVI.

Quem nunca aborreceo o ferro agudo
Com que o barbeyro destro dà a sangria,
Se para o mal que vem serve de escudo,
Lançando à força o mal que havia:
Quem trata mal o instrumento tudo,
Que dente lhe arrancou, que lhe dohia?
Amem-se pois amigos que daõ pena,
Pois Deos meyos os faz do bem que ordena.