XVI.
Assi vivendo morre, quando amante;
Assi morrendo vive, quando ausente;
Que se morre, pois pena por distante,
Vive tambem, pois ama, porque sente:
Mas em fim naõ passâra tanto ávante
Nas finesas amor, que fora urgente
Acabar-se na vida, se roubára,
E taõ fino naõ ser, se naõ matára.