XXVIII.

O corpo só se ausenta, a alma naõ parte,
Que em fim naõ vivo de potencias suas,
Que como me alimento só de amar-te,
Bastaõ para viver memorias tuas:
E porque amor nos tiros, que reparte,
Fulmina contra mim frechas mais cruas;
Quando a vida me rouba, outra me ordena,
Que fora em fim matar-me a menor pena.