SCENA XII
Traviata, só
(Sentimental—estende a massa no exaggero)
Oh! Diogenes! oh! Platão!
oh! vós que como a neve
tinheis frio o coração!
(Entra o creado e offerece-lhe uma pucara com agua.—Ao creado, com máu
modo)
Vá p'ro diabo que o leve,
não me tire a inspiração! (Creado sahe).
(Sentimental)
Oh! amar assim como eu amo,
ninguem o faz, acredito.
(Outro tom) Mas se assim vou, emphtysico
e nem trez dias mais duro,
e se eu a canella estico,
lá me levam para o guano
e vou parar ao Valle Escuro.
(Ouve-se um «sol-e-dó» que passa:—Sentimental) Esta musica! Que harmonia! Que doces recordações, que saudades me provoca, como minh'alma enleia! (Outro tom) E se eu fosse p'ra rapioca com aquelles grandes ratões, não era uma boa ideia? (Sentimental) Mas não! Eu amo o Alfredo, e sinto que vou morrer.
N.º 8
(Musica)
Adeus vou dizer ao mundo, pois a morte eu sinto que já me suffoca; adeus ceias no Dafundo e as bellas noites de rapioca.
Não farei mais a Avenida mui repimpada no meu carrinho, ao som da guitarra querida não cantarei mais o fadinho. Não! não! não!
Oh! meu Deus! que secca! que mundo tão vil! Lá me leva a breca! estico o pernil! (Cahe desfallecida sobre o sophá).