SONETO XI.
Vens debalde, oh bellissima perjura,
C'o lindo rosto em lagrimas banhado:
Já fui por ti mil vezes enganado,
E sempre me affectaste essa ternura.
Esse alvo peito, que he de neve pura,
Mas de aço, e fino bronze temperado,
Encobre hum coração refalseado,
Hum coração de viva rocha dura.
Em vão trabalhas, se enganar-me queres,
Vejo correr com animo sereno
Esse pranto em que fundas teus poderes:
Mal inventado ardil: ardil pequeno:
Tu mesma me ensinaste, que as mulheres
Misturão com as lagrimas veneno.
A huma Camponeza.