IV
Dorme junto de nós, dorme teu somno eterno
Na terra a que votaste o santo amor fraterno.
Ao declinar da tarde, ao rebrilhar do sol,
Na hora em que descante occulto rouxinol,
Virá tambem do empyreo, alegre philomela,
A tua ingenua filha, a pomba alva e singela,
Esvoaçar gentil por entre o cyprestal,
Soltando hymno inspirado ao somno paternal;
Por que, emfim, quem lidou desde a mais tenra edade,
Em prol do amor da patria, em bem da humanidade,
Quando é chegada a hora, e deixa a terra emfim,
Á entrada do outro mundo encontra um seraphim.
Fevereiro, 5—1866
Bulhão Pato.
End of Project Gutenberg's A José Estevão, by Raymundo Antonio de Bulhão Pato