INDICE DAS GRAVURAS

Pags.
Columbano, Auto—retrato[33]
Fialho d'Almeida[49]
D. João da Camara[57]
Eça de Queiroz[65]
Antonio Nobre no caixão[81]
Correia d'Oliveira[89]
Fernandes Thomaz, no seu gabinete[97]
Guerra Junqueiro[113]
José Luciano encerra o Parlamento[129]
Celso Herminio[145]
Gomes Leal[161]
D. Carlos I de Portugal[177]
Oliveira Martins[193]
Papelinhos sobre o regicidio[206]
Dantas Baracho[225]
José Maria d'Alpoim[241]
Teixeira de Sousa[257]

acabou de se imprimir
na tipografia da «renascença portuguesa»
rua dos mártires da liberdade, 178,
aos 21 de janeiro de 1919.
porto

1892-189310.833$890
1893-189412.841$593
1894-189516.699$006
1895-1896 (10 de Junho a 30 de Setembro)2.163$750
1896-189817.264$456
1896-1897 (26 de Abril a 26 de Julho)2.441$625
1898-189915.618$168
1899-190015.835$443
1900-190112.976$500
1901-190214.211$412
1902-190321.807$881
1903-190415.963$505
1904-190535.481$112
A transportar194.138$341
Transporte194.138$341
1905-190621.437$118
1906-190725.749$787
1907-190820.447$868
1908-190911.802$562
1909-191012.487$687
1910-1911 (de 16 de Julho a 12 de Novembro)3.515$680
289.679$044
Pela rubrica de adeantamentos5.743$815
Pela rubrica de suprimentos226$035
Pela rubrica de adeantamentos450$000
Pela rubrica da visita aos Reis d'Inglaterra, 1904-1905.21.042$935
Total—Reis317.041$828
Almoço,libras325 —12— 0
Vinho,libras.49 —6— 6
Decorações,libras1.760 —1— 0

Total, libras.2.134 —19— 6
Em 30 de Novembro de 1904, libras1.500
Em 10 de Dezembro do mesmo anno, libras1.000
Total, libras.2.500

*

[9a] Quem quizer conhecer a historia contemporanea tem de lêr e consultar a colecção d'O Povo d'Aveiro. É indispensavel. Essa voz tremenda e colérica préga, ha annos, sem um desfalecimento, meia duzia de verdades essenciaes ao paiz. Além d'isso Homem Christo é o maior jornalista portuguez e um pamphletario que só tem outro na nossa literatura que se lhe compare—José Agostinho de Macedo.

Meu Senhor:

Tenho a honra de communicar a V. Magestade que, nos termos assentados, escrevi ao seu encarregado de negocios em Berlim para fazer-lhe saber a conveniencia q. haveria em retro-trahir (sic) a data da visita de V. Magestade para 20 de novembro e nesta orientação lhe expuz, para levar ao conhecimento do Ministerio dos Negocios Estrangeiros allemão, os argumentos e razões que me pareceram apropriados ao fim que se pretende. Julgo q. isto merecerá a aprovação de V. Magestade.
Quanto ao assunto da nossa conversação no Paço das Necessidades, entendi hoje aproveitar a oportunidade de vir o marquez de Villalobar dar-me uns informes que é natural que V. Magestade já conheça pelo conde de Sabugosa, para entrar com elle em conversa officiosa sobre a conveniencia de estreitar em bases definidas as nossas relações politicas, visto os dois paizes soffrerem de um mal commum—a invasão da onda democratica. Neste sentido lhe fiz um longo arrazoado que elle recebeu com agrado a ponto de me perguntar se queria que levasse isso ao conhecimento do seu soberano ou apenas do Presidente do Conselho. Fiz-lhe notar que esta idea era apenas pessoal e minha, que sobre ella não tinha consultado o governo e que V. Magestade nem de leve suspeitava d'este meu ponto de vista, que a minha idea era de que as duas nações por um instrumento secreto se comprometessem a um mutuo auxilio, no caso de irrompessem(sic) movimentos revolucionarios que puzessem lá e cá em risco a segurança das instituições.
Elle concordou em que o interesse era commum e por isso reciproca a vantagem e lhe parecia que seria grato ao coração de S. Magestade o Rei D. Affonso o lembrarmo-nos d'elle em tal conjunctura, independentemente das estipulações da nossa alliança com a Inglaterra. Entendi pôr n'este pé a questão porq. tinha opurtunidade (sic) e corresponde a uma necessidade que não é só nossa mas tambem d'elles. O ministro comprehendeu bem a minha idea e disse-me que a ia transmitir a Espanha, a Canalejas, afirmando-me que poria n'isto todo o seu empenho. Fiz-lhe sentir que seria bom pôr só a questão em principio e quanto á extensão e detalhes do acordo seria para regular depois quando V. Magestade e o governo conhecessem o assumpto. Não quiz ir mais longe para me não envolver em dissertações sobre acordos economicos que me parecem pouco convenientes agora para nós. Eis o que fiz e o que me parece que diviria (sic) fazer-se por emquanto, pois que este assumpto, quanto ás outras nações, carece de opurtunidade (sic) e entrados na via de explicações correriamos o risco de prejudicar os interesses que temos em vista.
O que se me affigura necessario e conveniente é ligar os dois paizes n'uma deffeza (sic) commum, visto que as vantagens e riscos são communs e não julgo difficil chegar-se ao desejado fim, tanto mais quanto as suas informações se referem a um movimento revolucionario nos dois paizes, com dinheiro vindo de França.
Muito prazer terei se o meu parecer merecer a subida honra da aprovação de V. Magestade, pois que outro não é o meu desejo se não de corresponder á sua confiança com a pratica de actos meus que sejam acertados.
Mostrou-se o Marquez de Villalobar muito empenhado em saber o quer que fosse do casamento de V. Magestade. Continuei affirmando-lhe q. nada sabia porque o que se estava ainda fazendo em Inglaterra era à l'insu do governo, mas que logo q. soubesse cousa digna de ser-lhe communicada, lhe não faltaria com essa confidencia.
Disse-me elle q. o seu empenho de saber correspondia ás sucessivas perguntas que de Espanha lhe fazia o seu Soberano.
Forse che si: forse che nó.
Beijo respeitosamente as mãos de V. Magestade e em tudo aguardo, com o devido respeito, as ordens que se dignar dar ao

seu ministro

e subdito obediente

Lisboa, 19-7-910.

(a) José d'Azevedo Castello Branco.

PREÇO DA VIDA

Pão—kilo90
Carne de segunda qualidade300
Carne limpa600
Vitella800
Carne de porco480
Toucinho320
Banha320
Assucar pilé240
Bacalhau200
Massas150
Manteiga800
Ovos—duzia250
Feijão branco—litro70
Petroleo90
Leite100
Feijão frade50
Feijão da ilha (manteiga)100
Azeite400
Carvão—arroba300
Uma pescada500
Um vestido de senhora30$000
Um fato de homem20$000
Um par de botas4$000
Média do aluguer d'um andar, por semestre (casa para uma familia da mediania)120$000

O sr. Hintze Ribeiro é d'uma grande generosidade para com a sua familia.
Demonstra-o a seguinte lista, cuidadosamente confeiçoada sob informes do Diario do Governo:
Para o elevado logar de inspector dos impostos no Porto foi transferido o sr. dr. José Paulo Menano, de 24 annos de edade, casado com uma cunhada do sr. Hintze.
Ha tempos, foi colocado no logar de director do hospital das Caldas da Rainha o sr. dr. Augusto Cymbron Borges de Sousa, cunhado do sr. Hintze.
O sr. Manuel Hintze Ribeiro, irmão do sr. Hintze, foi graduado em inspector superior da alfandega de Ponta Delgada, passando de 1.170$000 a 1.700$000, mais do que ganha um director geral.
O sr. Antonio Moreira da Camara Coutinho, sobrinho do sr. Hintze, foi nomeado director da alfandega do Porto, com quatro contos de reis anuaes, o ordenado d'um ministro, quasi.
O sr. Manuel Rebello Borges, 2.º oficial da alfandega de S. Miguel, foi nomeado director da mesma casa fiscal, com um conto seiscentos e vinte mil reis.
É uma fortuna para o paiz que a familia do sr. Hintze não seja mais numerosa.
Aliaz, não haveria contribuintes cuja pelle chegasse para pagar tantos encargos...