LAGRIMA
Bate-me o luar na face, e o meu olhar
Em lagrima saudosa se condensa…
Vejo-a deante de mim, como suspensa
Na sombra do ar.
E em seu liquido seio de esplendor,
Tua Imagem começa a alvorecer,
Pois toma corpo e vida no meu sêr,
Quando a beija, sorrindo, a minha dôr…
Ébria do teu espirito sagrado,
A radiosa lagrima estremece,
Emquanto a minha face empalidece
E o luar e a noite scismam ao meu lado…
E a comovida lagrima crepita…
Relampago de dôr… E nada vejo;
Pois nela está presente o meu desejo
E a minha vida fragil e infinita.
E a lagrima scintila, num adeus…
E, desprendida de meus olhos, ei-la
Já distante, no espaço: é nova estrela
Subindo aos céus…