SÓSINHO
Tarde. Vagueio só por um outeiro.
Sua Imgem chimerica fluctua,
Deante de mim, no espaço: é nevoeiro
Vestindo de emoção a terra nua…
E como na minh'alma se insinua
Aquele etéreo Vulto… amôr primeiro!
Ouço-o falar, lá fóra, á luz da lua.
Vejo-o brincar na sombra do terreiro.
Apenas vêm meus olhos, n'este mundo,
O seu perfil angelico, o seu fundo,
Misterioso, verde negro olhar…
Vejo uma estrela? É ele. Vejo um lirio?
É ele. Tudo é ele. E o meu delirio
É ele: é o seu espírito a cantar!