A Camillo Pessanha e João Vasco

Nos baldões da vida bohemia, na confusa successão dos dias e das scenas, acontece que os factos, as coisas, os individuos, invocados pela pobre memoria exhausta, vão perdendo pouco a pouco as suas qualidades intensivas, as suas côres, os seus contornos, a sua feição propria, emancipando-se do real, como uma pagina de aguarella desmerece, solta e perdida no espaço e voando com as brisas; diluindo-se por fim n'uma emoção generica, vaga, indifinivel,—a saudade.—A essas duas grandes saudades, Camillo Pessanha e João Vasco, dedico hoje este livro.

Kobe, 10 de Abril de 1901.

Wenceslau de Moraes.

AS BORBOLETAS

a J. Moreira de Sá.

A ALFORRECA

a Henrique Carvalhosa.

O ANNO NOVO

a Feliciano do Rozario.


A PRIMAVERA

a Camillo Pessanha







1899.

NILGUYO



1899.

O CAVALLO BRANCO DE NANKO

A Carlos Campos





1899.

A PRIMEIRA FORMIGA

A Sebastião Garcez.







1899.

OS DIABOS E OS VELHOS

A Nuno Queriol



1899.

PAU-MAN-CHEN

A Antonio Baldaque da Silva.





1899

A CARICATURA NO JAPÃO

a Camillo Pessanha e João Vasco.







1900.

DOIS CEMITERIOS JAPONEZES

A V. Almeida d'Eça






1900.

O ESPELHO DE MATSUYAMA

Ás Filhas de Carlos Campos






1900.

AMÔRES...

A J. Godinho De Campos


1900.

UM PINTOR DE GATOS

a D. Miguel de Mello.[1]






1901.

IMPRESSÕES RAPIDAS

a S. Peres Rodrigues.

Na primavera, enlevae-vos

Nas cerejeiras em flor.
No v'rão, folgae nas ribeiras,
Quando se abraza em calor.

No outono, vêde a folhagem,

Toda escarlate, voando.
No inverno, espreite-se a neve,
Bebendo vinho e cantando.















1901

ISSUMBOSHI[2]

(CONTO JAPONEZ)

a A. A. Ferreira d'Almeida.








Kobe, março de 1902.

O PESCADOR URASHIMA

a Joaquim Costa





1900.