Dá-me o hemistichio de ouro, a imagem attractiva,

A rima, cujo som, de uma harmonia crebra,

Cante aos ouvidos d’alma; a estrophe limpa e viva;

Versos que lembrem, com os seus barbaros ruidos,

Ora o aspero rumor de un calháo que se quebra,

Ora o surdo rumor de marmores partidos.

II

O’ Musa, cujo olhar de pedra, que não chora,

Gela o sorriso ao labio e as lagrimas estanca!

Dá-me que eu vá comtigo, em liberdade franca,