Felisberto.—Que mania tão esquisita a do meu tutor!... Oxalá que eu seja mais feliz com o hypnotismo do que fui com a mathematica...

Venceslau (entra.)—Oh! meu querido pupillo, como estimo ver-te em minha casa. Então chegaste bem? (abraça-o.)

Felisberto.—Perfeitamente. E o meu estimavel tutor está como parece? e sua filha continua a passar bem?

Venceslau.—Todos de saude. Mas, dize-me, como vaes tu com os teus estudos? fizeste exame, sahiste bem?

Felisberto (atrapalhado.)—Sim, fiz tres exames... e sahi em todos...

Venceslau.—Approvado?...

Felisberto.—Sim, foi isso mesmo. (ap.) Se elle percebe que minto!

Venceslau.—Folgo immenso. Mas mudando de assumpto, desejo interrogar-te sobre uma coisa que me tem feito andar a cabeça a rasão de juros!

Felisberto (ap.)—Temos hypnotismo pela prôa! (alto) Falle, meu caro tutor.

Venceslau.—Dize-me, nos teus estudos, porque tu has-de ter estudado muito para sahires approvado em todos os exames?