Felisberto.—Tem a mania da musica e a musica não se dá com o hypnotismo...
Venceslau.—Oh! n'esse caso, só se for minha filha, porque a Gertrudes, essa não se presta... é muito esquiva, já o sei.
Felisberto.—Pois seja sua filha... deve dar um excellente exemplar... Queira chamal-a...
Venceslau.—Vou já... (pensando) Mas ouve lá... a experiencia á noite não terá perigo?... são mais de dez horas e talvez fosse melhor irmo-nos deitar e deixarmos isso para amanhã depois de almoço...
Felisberto.—A menina Elvira com a barriga cheia... o meu tutor não sabe o que diz... isso poderia ser-lhe fatal... E demais, á noite o somno vem sempre com mais facilidade... nada, deve ser agora e vou dispor tudo para isso.
Venceslau.—Bem, assim o queres, seja agora; tu que és hypnotisador lá tens as tuas razões. Volto já. (sae).
[Scena X]
[FELISBERTO, DEPOIS ELVIRA E VENCESLAU]
Felisberto.—Vou metter-me numa camisa de onze varas... eu que nunca li uma linha sobre hypnotismo... fazer-me assim de pé para a mão um sabio... E se a pequena adormece a valer... e eu não sou capaz de a acordar... ora, qual historia, se ella está de combinação e adormece a fingir... não ha perigo algum... Ah! ahi vem o meu tutor e a minha noiva. Vamos, coragem e atrevimento...
Elvira (entra com o pae).—Sr. Felisberto, como está?