Felisberto.—Mas, eu, cumpre-me explicar-me...
Anacleto.—Cale-se, senhor, e deixe-me salvar esta infeliz menina que seria victima da sua estupidez... se não me chamam tão depressa...
Venceslau (alegre.)—Não ha então perigo?
Anacleto.—Para mim não existem perigos... Posso fazel-a acordar em eu querendo... basta um pequeno sopro...
Venceslau.—Veja se encontra outro meio, que isso de sôpros não me cheira... (tapa o naris.)
Simplicio.—Pois sim, sim, assopre-a e verá... eu até já a abanei, e ella nada.
Felisberto.—Quem tem a culpa d'isto tudo... é... (vae para indicar Gertrudes.)
Anacleto (interrompendo-o.)—Cale-se, cale-se, se não quer que eu o hypnotise para sempre... como o sr. ia fazendo a esta menina...
Venceslau.—Mas acorde-a, acorde-a, estou ancioso por ouvir minha filha...
Anacleto.—Já vae, já vae, primeiro quero proceder a uma pequena experiencia para provar a esse charlatão que valho muito mais do que elle... (a Elvira) Diga-me, sabe quem a hypnotisou?