É êrro escrever-se civilisação por civilização, organisar por organizar; chapeleria por chapelaria; cortez por cortês; etc.

VII—DA COMPOSIÇÃO, DA PERÍFRASE, E DAS ENCLÍTICAS

Dissemos o bastante acêrca do primeiro e terceiro dêstes pontos. Em quanto à perífrase, diremos que as linguajens perifrásticas dos verbos são diferenciadas em linguajens de perífrase consciente e perífrase inconsciente.

É linguajem perifrástica consciente a formada com o presente do verbo haver. Escrevemo-la, pois, sem hífen de ligação: descrevê-lo hei, louvá-la has, dar-lh'o ha, amar-nos hemos, unir-vos heis, receber-se hão.

É linguajem perifrástica inconsciente, com tmese evidente, a formada com um resto do pretérito imperfeito do verbo haver: -ia = (hav)ia, -ias = (hav)ias, -ia = (hav)ia, -íamos = (hav)íamos, -íeis = (hav)íeis, -iam = (hav)iam. Escrevemos estas linguajens sem o h, perdido com os outros elementos de hav-, em todas as pessoas do pretérito imperfeito do verbo haver, que entra na perífrase. Exemplos: descrevê-lo-ia, deixar-me-ias, aborrecê-la-ia, evitá-lo-íamos, comportar-vos-ieis, obedecer-lhe-iam.

III

O NOSSO INTUITO

Se quiséssemos entrar em minudéncias de linguajem e defender em todos os pontos a ortografia que iniciámos, teríamos de escrever um livro de grosso volume. Se o nosso intuito fôsse ensinar, publicaríamos um tratado. Mas é diferente o fim dêste escrito, que oferecemos gratuitamente aos nossos conterráneos, como testemunho de respeito pelas cousas da nossa pátria: Damos razão da reforma iniciada e sujeitamos ao são critério as bases em que esta assenta. Por êste motivo deixámos de tratar pontos de que o Congresso terá de se ocupar.

Andam infelizmente esquecidas por alguns escritores regras de gramática, que, a serem lembradas, os não deixariam cometer erros imperdoáveis. Temos visto ortografar (e até pronunciar!!), passeiando, passeiata, ideiou, receiará, feichara, etc., em vez de passeando, passeata, ideou, receará, fechara, etc. É certo que a maioria dos leitores sabe que, por motivo de a acentuação tónica se fazer nas tres pessoas do singular e terceira do plural de todos os presentes dos verbos, como idear, recear, passear, etc., únicamente nessas fórmas pessoais aparece o ditongo ei no radical: passeio, passeias, passeia, passeamos, passeais, passeiam;—passeava, passeavas_, etc.;—passeei, passeaste, etc.;—passearei, passearás, etc.;—passearia, etc.;—passeia tu, passeie ele, passeemos nós, passeai vós, passeiem eles;—que eu passeie, que tu passeies, que ele passeie, que nós passeemos, que vós passeeis, que eles passeiem;—passear, passeando, passeado. O radical português é passe-.

É claro que tratar de assuntos como êste não é objecto de uma símplez circular. E se o leitor houver notado que usámos nela de modos de ortografar para que não encontra explicação nos princípos que ficam estabelecidos, atribua o facto a não caber a explicação suficiente nos princípios jerais. Cremos que as bases, como ficam postas, constituem método sem contradições:—se o Congresso fôr até suprimir (como julgamos que deve suprimir) as letras consoantes inúteis nos nomes próprios e nos de família, assinaremos sem dobrar as consoantes nn, ll dos nossos nomes.