São editores-impressores Guillard, Ailland & C.ª, em Paris.

Todos nós, os que lemos, e mais aínda os que escrevemos para o público, sabemos quão diverjentes são as ortografias das várias Redacções e estabelecimentos tipográficos. Teem escritores +suas ortografias+ próprias, como +as+ teem as imprensas particulares e as do Estado. E nas do Estado são diferentes +as ortografias+ da Imprensa Nacional e +as+ da Imprensa da Universidade—estes plurais são a expressão real de um facto, sem censura pessoal.

Com a exposição que vamos fazer dos princípios mais jerais em que assenta a reforma ortográfica, por nós iniciada, temos em vista mostrar, a todo o país capaz de pensar e ler, que o nosso intuito é realizar uma das verdadeiras condições da vida nacional—existéncia de ortografia +uniforme e cientificamente sistemática+ a que deva chamar-se +Ortografia Portuguesa+.

Sigamos dois bons exemplos a que largos anos deram ha muito já a sanção: o exemplo da Hispanha e o mais antigo da Itália. V. Ex.ª a quem dirijimos esta nossa exposição, honrar-nos ha dando-lhe a maior publicidade que puder; e por certo se julgará honrado se entender que com essa publicação presta bom serviço à pátria a quem devemos êste respeito.

De V. Ex.ª

+atentos veneradores+

Lisboa, outubro de 1885.

A. R. Gonçalves Vianna. G. de Vasoncellos Abreu.

BASES

DA