Ó creança, d'olhos côr da flor dos linhos,
Por infernos deixas tua paz, teu lar!…
O Peregrino
(desaparecendo ao longe)
Florirei as pedras pelos maus caminhos!
Levo a luz dos astros e as canções dos ninhos
A sorrir nos beijos e a tremer no olhar!…
II
DE VOLTA
(Crepusculo, Novembro. Pela encosta fria e desnudada vae andando, esfarrapado e exangue, um pobresinho triste, arrimado ao bordão.)
Um Lavrador
(de cem anos, ainda robusto, à porta do casebre)
Mendigo d'olhos sem esp'rança,
Vaes-te perder na escuridão…
Entra em meu lar; dorme, descança…