O DOIDO, sonâmbulo:

Não tenho alma… não tenho pátria… não tenho lar…

O REI:

Traz um livro na mão, reparai…

CIGANUS, tomando o volume, que o doido entrega, pesaroso:

Deixa ver…
Deixa-mo ver… um livro antigo… Sabes ler?
Tu sabes ler?

OPIPARUS:

Anda, responde, não te encolhas…

CIGANUS, abrindo o livro:

Nem princípio, nem fim; trapos todas as fôlhas.