O ESPECTRO DE D. JOSÉ, que vem de manso, desconfiado, olhando à volta, como temendo o quer que seja. Depois, baixinho, ao ouvido do rei:
O marquês não está?… Vê lá… Guardas segrêdo?
Então assina… Adeus… pode vir… tenho mêdo!…
Desaparece.
O DOIDO, na escuridão:
Diz o rei à amante: «Vem para os meus braços!»
—Ardem nos teus braços nódoas do meu sangue!…
«Vem para os meus braços, dorme no meu peito…»
—Ardem no teu peito nódoas do meu sangue!…
«Dorme no meu peito, junto dos meus lábios…»
—Ardem nos teus lábios nódoas do meu sangue!…
«Oh, que ideias loucas, meu amor doirado!…
Fui à caça aos lôbos, venho ensangùentado.»
Deitam-se na cama… Longe, ao pé do mar,
Centos de martelos, truz! a martelar!…
—Ai, levantam forcas!… Pesadelo horrendo!…
«Um bergantim d'oiro que te estão fazendo…»