E foi procurando, pouco a pouco, pelo mappa. Assim que apontou a Criméa, exclamou radiante:

—Ah! aqui está elle!

E depois, no outro dia, logo á bocca da noite, bateram apressadamente á porta. Quem seria, Jesus! A mãe do Miguel até tremeu. Pegou na creancinha e foi vêr quem era. O Miguel—aquillo era já um homem ás direitas!—ía ao lado da mãe, segurando-se-lhe a uma das prégas do vestido.

—Ha-de ser o papá—disse elle.

Abriu-se a porta, e no fundo estrellado da noite, sobresaiu a elevada corpolencia de um soldado. A claridade do luar batia-lhe em cheio no rosto avincado da fadiga e queimado do sol, com grandes bigodes espessos. Os botões da fardeta reluziam.

—É aqui que móra a sr.^a Maria La Courdaye?—perguntou elle, enxugando ao canhão o suor copioso que lhe escorria na testa.

—Sou eu—respondeu a mãe de Miguel.

—É a mulher do Miguel La Courdaye?

—É o papá—disse do lado o pequenito, fitando o soldado com os seus grandes olhos azues.

—Pois, senhora…