—É verdade! Parece que tinhamos nascido para ser amigos!
—Tens razão. Eu sentia-me só em Coimbra, disse Jayme de Carvalho, no meio d’esta grande récova de burros arreatados á Universidade.
—Mas vamos á historia dos teus amores com a amiga da Flor do Támega.
—Quem é a Flor do Támega?
—É a menina de Chaves tão desgraçadamente amada pelo irmão de frei Simão de Vasconcellos.
—Eu sabia apenas que se chamava Margarida Candida.
—Pois chama. Mas foi Antonio da Silveira, o apóstata de Canellas, que lhe poz a alcunha de Flor do Támega.
—Não sabia. E pôde sahir do bestunto de um Silveira uma tão delicada alcunha?
—Parece incrivel, mas é verdade!
—Por morte de meu pae achei-me na impossibilidade de concluir o curso.