Este acontecimento pareceu produzir uma grande impressão no espirito de José Maximo.
Um dia, Rodrigues Moacho, ao accordar pela manhã, deu pela falta do amigo. Não o encontrou, mas achou uma carta, que explicava a sua ausencia:
«Meu querido Moacho.
«Deste-me, durante muito tempo, uma cordealissima hospedagem, de que eu conservarei gratidão eterna. Mas não era digno de um homem consciencioso e válido viver indefinidamente dos favores da amisade. Parto, sem saber para onde. Voltando á miseria em que vivia antes de te encontrar, continuo a justa expiação dos meus erros passados.
José Maximo.»
Rodrigues Moacho exclamou ao lêr esta inesperada carta:
—Sempre digno, até mesmo nas mais temerarias resoluções. Loucura da honra, a sua!
Moacho, que nunca mais sahira da Belgica, não tornou a vêr José Maximo da Fonseca.
D. Pedro desembarcou em Cherbourg a 12 de junho. Mas o brigue francez, que conduzia a rainha de Portugal para a Europa, teve mais demorada viagem, só a 11 de julho aportou a Brest.