—Foste tu, poltrão? perguntou o frade.

—Fui eu, meu senhor, por ordem de meu amo.

O Marques ia a metter a arma á cara.

—Não quero que o mates! gritou o frade. Não faltarão balas para elle. Não ha maior castigo para os poltrões do que prolongar-lhes a tortura do mêdo.

E, voltando-se para os fieis camaradas que o tinham acompanhado desde o Porto, disse:

—Muita vigilancia com este canalha, e com os outros. Vamos acampar aqui, porque eu quero observar se, suppondo-me já longe, ha novidade em Cezár.

Receiava o frade de alguma represalia contra as irmãs.

Estabelecidas sentinellas no improvisado acampamento, frei Simão adormeceu. Estava fatigado physica e moralmente.

Dormiu cêrca de trez horas, e foi accordado á voz de alarme pelas sentinellas, que tinham avistado um forte destacamento de milicias.

O frade ergueu-se de um salto, esfregou os olhos, cresceu na grandeza do seu vulto, como se o odio o agigantasse.