f) Os conflictos politicos ou religiosos que provocam discussões na imprensa e no parlamento.

g) A nomenclatura popular de utensilios de trabalho nas artes e officios ou de animaes, arvores, plantas, flores, etc.

h) As cidades, seus bairros e ruas, as villas e aldeias do paiz, n’um jogo de metaphora ou de antithese; n’um sentido de orgulho local e patriotico ou de funda nostalgia.

i) Passagens da Biblia, assumptos religiosos, especialmente relativos á vida eterna, e episodios da historia de Portugal.

j) Descripção das esperas de touros, peripecias das touradas, triumphos e desastres dos toureiros mais evidentes.

k) Expressão de malicias e gaiatices, que ou é formulada brutalmente n’uma linguagem obscena ou recorre ao equivoco e ao trocadilho.

l) Floreios de palavras exdruxulas e arrevezadas que muitas vezes não fazem sentido.

Entre as classes sociaes que são cantadas no Fado, avulta a dos marinheiros, talvez pela razão, de que o marujo é meio fadista.

Já dissemos que, segundo a opinião do velho guitarrista Maia, o Fado do marinheiro é um dos mais antigos.

Tornou-se muito popular uma cantiga, que não seguia a metrica tradicional do Fado, mas que entrou logo no genero, a que realmente tinha direito não só pelo assumpto, como tambem pelo seu rythmo plangente: