[63] Tom. III, pag. 27.

[64] Francisco José Freire escreveu o elogio do 2.º marquez de Valença. Foi publicado em 1749.

[65] Dic. Bibl. tom. V, pag. 74. Entre as outras obras merece especial menção a Instrucçam que dá a seu filho segundo D. Manuel José de Portugal, fundado nas acções christãs, moraes e politicas dos ecclesiasticos que teve a sua familia. Lisboa, 1744.

[66] Dicc. Pop., vocab. Vimioso.

[67] Dicc. Pop., vocab. Vimioso.

V
Fados de nomenclatura—Fados litterarios

Sobre esse fundo de singeleza e espontaneidade, que tanto caracterisa a lettra e a musica da maior parte dos nossos Fados, lembraram-se alguns trovistas de bordar complicados floreios de palavras, procuradas com esforço e artificio, laboriosamente.

Assim como o rythmo musical foi asiaticamente ornado com variações pretenciosas, que rendilharam de laçarias difficeis a ingenuidade inicial do Fado, tambem a lettra, a glosa, se enredou em extravagancias e boleios exoticos de linguagem, parallelamente.

O espirito humano parece enfadar-se da simplicidade, que se lhe torna um ramerrão fastidioso, e d’ahi provéem os excessos e requintes com que arrebica as modas e exaggera os figurinos, tanto para vestir o corpo como o pensamento.

Os amphiguris, que ainda estavam em voga quando o Fado, singelo e corrido, os rechaçou como velharias[68], vieram mais tarde a reproduzir-se, em differente métrica, mas com o mesmo intuito de jogos malabares de phrase, nos Fados exdruxulos, nos Fados enygmaticos, nos Fados de trocadilho e nos Fados tautophonicos (repetição).