«O bigode, castanho, não era propriamente o que se chama uma bigodeira, mas tinha alguma coisa de petulante, com as suas guias retorcidas, agudas, como pontas de lanças.

«A gesticulação era viva como a de um puro meridional.

«A voz agradavel, e punha-lhe um tic especial de graça o carregado do r.

«Quando lhe dava para janota, nenhum official o excedia no brilho do uniforme, na elegancia do porte, etc.»

Luiz d’Almeida matriculou-se na Escola Polytechnica em 15 de outubro de 1859.

Estouvado e folgasão, deu pouca attenção ao estudo das disciplinas que ali ia buscar para seguir o curso militar na Escola do Exercito.

Assim foi que ficou reprovado na 1.ª cadeira (mathematica) e que não fez exame da 5.ª cadeira (physica) nem do 1.º anno de desenho.

Sem embargo, tanto os seus professores como os seus condiscipulos reconheceram-lhe desde logo uma intelligencia penetrante e, tambem, um fina graça natural, que o tornava querido e procurado dos outros estudantes, os quaes o acclamaram chefe da bohemia academica.

Em 1860 repetiu o anno na Polytechnica, tendo obtido 12 valores em mathematica e 10 em desenho. De physica não fez exame.

Em outubro de 1862 matriculou-se na Escola do Exercito, como ordinario, com destino ao curso de infantaria.