«Alli havia por esse tempo um tal Rodarte, com mania de caçador, mas sem a destresa necessaria para esse sport, o qual á volta do campo trazia sempre, ou quasi sempre, alguma caça comprada a um ferrador, que existia no caminho. Fez-lhe um dia varias quadras, sendo a primeira:
Ó Rodarte, Rodartinho,
Ó Rodarte, ó meu amôr,
Quando fôres caçar perdizes
Busca á volta o ferrador.
Como todos os bohemios, Luiz d’Almeida morreu em plena mocidade, crêmos que pouco depois do verão de 1872, sem que possamos designar com segurança a data do seu fallecimento.
Na academia de Lisboa, elle foi o mais completo exemplar do estudante-menestrel, errante de bairro em bairro, de rua em rua, a cantar o Fado ao som da guitarra dolente, por noites de luar, n’umas férias sem fim.
Sempre os moços souberam canções, porque amam as mulheres, a liberdade e a alegria, e porque, n’uma palavra, são moços. Os estudantes teem por si a tradição de poetas e namorados, que tambem é uma recommendação suggestiva. Lá diz a trova:
Se houver de tomar amores
Ha de ser com um estudante: