Não sei se este semanario tem continuado, mas possuo o 1.º numero.
Quero ainda referir-me á saudosa necrologia entoada nos jornaes do paiz, para transcrever as palavras com que um d’elles rematava a apologia do mallogrado Hylario:
«É menos um doido no mundo, dizem as pessoas graves e de circumstancia. Mas essas pessoas graves não farão verter, muitas d’ellas, á sua despedida d’esta vida, senão lagrimas de cerimonia, ao passo que esse doido é a esta hora sinceramente pranteado por muitos corações juvenis das filhas do Mondego, que, fascinadas pela sereia da sua guitarra, corriam em Coimbra apoz elle como as antigas virgens romanas apoz os seus heroes, offerecendo-lhe o óbolo do seu primeiro amor.
«Meu coração é quadrante,
Quadrante do meu desejo:
Nas horas em que te vejo
Não marca mais que um instante.[87]
«Vivo de ti separado,
Escravo da minha dôr.
Com prazer manietado