[97] De Fausto Guedes Teixeira.
[98] É do Hylario.
[99] Esta e as trez quadras seguintes são de Fausto Guedes Teixeira.
[100] Supponho que é do Hylario.
[101] Ha manifesta contradicção entre o Cancioneiro e o seu Catalogo, de modo que o leitor fica hesitante. O Cancioneiro é um vasto e importante repositorio de canções populares, mas carece de algumas rectificações e de muitas aclarações, o que aliás não admira em obra de tanto vulto. Assim, no fasc. 4., diz que o amphiguri Duzentos gallegos appareceu em 1846 e 1847, sendo porem certo que Filinto Elysio já se refere a elle. Reappareceu n’essa epoca, o que faz differença. No fasc. 56 traz sob o titulo Remar... remar... uma barcarola com a seguinte nota: «É esta barcarola, uma das canções orpheonicas do Mondego, hoje vulgarisada por todo o paiz.» Não cita o nome do auctor, e comtudo eu conheço-o muito bem. Sou eu mesmo, que dos 16 para os 17 annos a compuz: é a «Barcarola de Ismael» no poemeto A nereida.
Mais tarde, quando inclui este poemeto no livro Cantares, procurei corrigir algumas infantilidades, que me saltaram aos olhos. Fiz reparo nos dois seguintes versos:
Velas ao vento,
Remar, remar.
No commum dos casos, se o vento sopra não é preciso remar. Por isso modifiquei assim a barcarola:
Do mar no fundo,