De 1860 a 1880 figuraram como cantadores do Fado: José Borrègo, José Petiz, José Maria Enguia, José Carlos, Saldanha da Porcalhota, José Maior, José Montaurino, Caetano, o Calcinhas, João Campanudo, José Bento d’Oliveira, Patusquinho, etc.
Tambem, continuando as tradições fadistas da Severa, se tornaram notaveis: Maria Cezaria (a quem foi dedicado um Fado pelo guitarrista Ambrosio Fernandes Maia), Luiza Cigana e Maria Paus.
Como guitarristas adquiriram renome, além de Ambrosio Fernandes Maia, Antonio Candido, o Visinho; Thomaz dos Santos, o Thomaz do Bairro Alto; Antonio Casaca, Manuel Casaca e José Casaca; José Gualdino, João da Preta, Augusto Trajano o Palhetas e João Maria dos Anjos.
Tanto o Anjos como Ambrosio Fernandes Maia publicaram methodos de guitarra: o do 1.º foi editado pela livraria Pereira; e o do 2.º pelo proprio auctor.
O Maia ainda vive e d’elle, por interposta pessoa, colhi interessantes informações, sendo uma d’ellas que o Fado mais antigo que conhece é o do Marinheiro.[32]
Por isso o reproduzimos n’este livro.
Conheci, e ouvi muitas vezes, o João Maria dos Anjos.
Era eximio no Fado; sem embargo, gostava de tocar, em concertos publicos, peças de maior responsabilidade artistica, como trechos de opera, etc.
Uma d’essas composições era a Marcha funebre de Luiz XVI; de difficil execução.
Sempre lhe manifestei opinião contraria a esta aristocratisação artistica da guitarra; elle respondia-me: