Tenho dado ao escrivão
Boa quantia em metal...
Já disse a um juiz criminal:
Eu sou fadista bailhão.
Quando o bailhão, nas «cantigas a atirar», arremessa para a nuca o barrete preto, que no trajo da classe toma a alternativa do chapéu de aba direita, é tremer d’elle: está disposto a ir passar uma temporada ao Limoeiro:
Se p’ra traz lanço o barrete
E torço um pouco o focinho,
Vai tudo por mau caminho.
É o caminho da cadeia ou do degredo.
As «cantigas a atirar» não se confundem, pois, nem pelo texto, nem pela forma, com os «desafios» do norte e com as «desgarradas» do sul.