Eram um maço de cartas, atadas com torçal vermelho.

Á primeira vista, fiquei perplexo.

Reparando melhor, dei tino de haver entalado, entre o torçal e o rolo, um bilhete.

Esse devia ser o esclarecimento desejado.

Era, em verdade.{20}

Dizia simplesmente isto:

«Chamo-me F., da casa de... vou para..., fugida á justa punição de meu pai e apenas confiada na protecção do pai de meu filho, que deve nascer se a morte não surprehender a mãe n'esta ousada resolução.

«Tu, que me lêres, perdoa-me.

«Se és pai, põe todos os teus cuidados na guarda de tuas filhas: se és mulher, e estás descida a iguaes abysmos, vê no espelho da minha desgraça a profundeza do teu erro.»

Tinha-se feito a luz.