Á porta do castello—Dois veteranos a comer melancia, e outro a dormir com o lenço vermelho estendido sobre a cara.
Nos bilhares—Dois caixeiros que jogam o bilhar toda a tarde, porque elles foram á Foz, não procurar a romaria, mas divertir-se.
No pharol da Luz—Um pae a explicar ao filho a[{163}] espheroicidade da terra pela curva que vae descrevendo um vapor. O menino: Ó papá, mas se o mundo fosse redondo, aquelle vapor cahia agora! O pae: Cala-te, cala-te, tu não sabes o que dizes!
E a romaria?
Procuraram-n'a, rebuscaram, vascolejaram tudo, e não poderam encontral-a...
E os lavradores a tomar banho?
Os lavradores tomam banhos todos os dias, menos hoje. Teimavam em farpeal-os; elles teimam em não dar sorte.
Diz-se que costumavam tomar sete banhos na manhã de S. Bartholomeu.
Eu acho que tomarão sete, em qualquer dia, se tiverem muita pressa d'ir para a terra. Dois tomam elles todos os dias: um de madrugada outro de tarde. Acontece por lá a cada passo demorar-se um camponez quinze dias e retirar-se com trinta banhos. Já houve um, meu conhecido, de Castello de Paiva, que esteve quinze dias na Foz e tomou trinta e quatro banhos. Perguntou-me se eu queria alguma coisa para os seus sitios.
—Então já vaes?