Negros seus, aqui jaz; a endurecida

Luiza negra o fez, com negras dôres,

Mudar em negra sorte a negra vida.

Nos autos dos poetas comicos do seculo XVI, um preto ou uma preta são personagens obrigados. Gil Vicente diz na farça do Juiz da Beira:

Eu andava namorado

De ũa moça pretasinha.

No theatro do Prestes e do Chiado a preta ou o preto apparece sempre com a sua aravia, que era de um effeito seguro.

Na poesia popular ainda hoje vive uma quadra, aliás formosissima, em que o elemento chamita fornece a belleza do pensamento:

Os teus olhos são gentios,

São gentios da Guiné.