Muitas vozes:

—Apoiado! Apoiado!

A discussão entre as mulheres do harem prolongar-se-ia decerto cada vez mais animada e cortada de repetidos incidentes.

Quando porventura se tratou da especie de droga que se devia lançar na taça de café do sultão, é provavel que as opiniões se dividissem,—querendo estas que fosse veneno, querendo aquellas que fosse outra coisa.

Afinal decidiram pelo veneno, allegando talvez alguma odalisca que um sultão retirado difficilmente readquire os seus antigos habitos, seja qual fôr a droga que se lhe propine.

E emquanto as odaliscas conspiravam, é provavel que a favorita, depois de ter enfiado na cabeça do sultão o barrete de algodão branco, e de lhe haver conchegado aos sovacos a roupa da cama, principiasse a cantar-lhe qualquer canção terna que o acalentasse, como por exemplo:

Dorme, que eu vélo, seductora imagem,

Grata miragem que no ermo vi!

E o sultão, espirrando:

—Ora esta! Estou constipado!