—Mas, decididamente, você janta hoje comigo...

—Não posso, meu caro, porque o comboio não dá licença.[{135}]

—Eu nem mesmo sei o que tenho hoje para jantar. Mas isso sabe-se depressa. Ó José Maria, anda cá.

José Maria era o cosinheiro, a quem elle havia dito de repente, quando foi accender o charuto:

—Se eu logo te perguntar o que temos para jantar hoje, inventa lá alguma coisa grande e pomposa.

Vem o José Maria e, de barrete branco na mão, espera que o amo o interrogue.

—O que temos nós hoje para jantar, José Maria?

E o cosinheiro, que estivera matutando na invenção de alguma coisa grande e pomposa, responde:

—Saiba v. ex.ª que temos uma balea.

Gesto de surpresa do amigo e do dono da casa.