Fecharam-lhe a porta á traição, cercaram a casa, e foram buscar a Setubal uma força militar, de que foi commandante o governador Cunha, ha annos fallecido.
Mas dentro da taberna haviam ficado trez ou quatro homens, que não poderam sahir a tempo, e o José da Costa, vendo-se apanhado no laço, ia-os esfaquendo para saciar a sede de sangue.
Os feridos gritavam de dentro, o povo gritava de fóra, a força havia chegado, estava de armas mettidas á cara, e de repente, por uma das janellas da casa, uma coisa saltára para a charneca. Mas os soldados, percebendo o que era, não descarregaram.
José da Cosa havia atirado para fóra um cortiço, fingindo que era elle proprio que saltava, na esperança de que os soldados disparassem,[{154}] e elle podesse fugir entretanto, são e salvo.
Então, baldados todos os recursos, entregou-se á prisão.
O Chapéu de ferro infestava ahi por 1860 e tantos as circumvisinhanças de Beja.
Uma vez matara um homem n'um monte, como quem diz um casal, e obrigára a mulher da victima a aparar-lhe o sangue n'um alguidar.
Dois rapazitos, e um d'elles é hoje um cavalheiro altamente collocado, sahiam, em férias, de Beja para a sua terra natal.
Um homem de grandes barbas espessas appareceu-lhes na charneca.
—Quem são vocês? perguntou-lhes.