—Pois seja.

E o prior, voltando-se para o menino do côro, que estava perto, disse-lhe imperativamente:

—Ó Zé Maria, vae-me ali defronte comprar um pataco de meio grosso.

O Zé Maria sahiu, a correr, e o moço de fretes,[{54}] sempre muito contricto, foi ajoelhar-se á mesa da communhão, esperando pelo prior.

Um instante depois, o menino do côro entrava na sachristia com o rapé e com o pataco.

—Sr. prior, disse elle, não quizeram receber o pataco.

—Por quê?

—Porque é falso como Judas. Mas obrigaram-me a trazer o rapé por ser para o sr. prior.

—Deixa lá vêr o pataco.

O prior pegou no dinheiro, levou-o á altura dos olhos, e riu-se. Levantou-se, preparou-se para ir dar a communhão.