—Pois vamos lá a isso![{107}]

Conta-nos o sujeito duas lerias, fugitivamente, como se o tivesse de fazer por simples cumprimento.

E, de repente, estendendo-nos a mão, parecendo ter já dito tudo:

—Adeus! meu amigo. Estimei muito vel-o.

Aqui está um exemplar de sujeito que gosta da companhia dos outros por algum tempo apenas.

O grande prazer que sentiu encontrando-nos aguou-se tão de pressa, que só abandonando-nos de repente poude continuar a divertir-se.

Conheci um alto cavalheiro, pessoa de estimação, que folgava immenso de que outro, que em tempo havia feito despachar para certo logar da alfandega, o seguisse por toda a parte, vestindo-lhe o casaco á saida dos theatros, pegando-lhe na bengala se queria atar o cache-nez, acompanhando-o a casa todas as noites, dizendo-lhe na rua o nome das pessoas que o iam cumprimentando.

Um dia o fiel protegido adoeceu, e o protector tão aborrecido se encontrou da sua falta, que resolveu ficar em casa emquanto o outro não melhorasse.

Pelo contrario, ha pessoas a quem uma tão solicita e dedicada gratidão incommodaria enormemente.

Andrade Corvo, conversando comigo, dizia uma vez:[{108}]