—Vaes a fazer versos?

—Ainda não. Mas já planeei um conto. Este ar de primavera é deliciosamente suggestivo. Vocês{8} verão que a minha ideia não é de todo má. Chamar-se-ha A primeira entrevista.

—Has de contal-a em Cintra, gritei eu.

—Pois sim, respondeu o Gonçallinho, morto, como todos os novatos, por divulgar as suas composições.

—Em Cintra, alvitrou o Vasconcellos, sempre o mais auctoritario de todos, cada um de nós ha de contar á noite uma historia. Vá feito?

—Menos eu, protestou o Athayde, que era empregado na Junta de Credito Publico. Eu só estou habituado a contar... contos de réis.

—Isso é modestia. Não péga.

—Has de contar, intimou o Leotte, aquelle caso do principe das Caldas de Vizella, que uma noite te ouvi no Gremio.

—Ah! esse era o principe Piratinino.

—Não é um conto... de réis; mas é um conto de principe. Bem, já temos dois contos, disse eu.