—Tudo se póde conciliar, sentenciou o Vasconcellos. Ouviremos os rouxinoes e os contos. Mas vamos ao lado pratico do assumpto. Quantos dias se querem vocês demorar?
—Eu, cinco dias, o maximo.
—E eu.
—Vá lá, e é de mais.
—Oh! incomprehensivel alma portugueza! exclamei eu. Já estragamos a nossa alegria. Ainda não chegámos, e já tratamos do regresso! Se aqui fossem nove francezes...
—Ou quatro portuguezes e cinco francezas... reticenciou o Leotte, sempre propenso ao eterno thema feminino. Lembrem-se vocês da historia do nosso amigo conde, quando esteve nos Pyreneos. Ao menos lá não lhe faltavam mulheres!{10}
—É verdade! ó Leotte, tu has de contar a historia do conde. Tem graça! já t'a ouvi uma vez.
—Vamos ao lado pratico, insistiu o Vasconcellos. Almôço, a que horas?
—Ás onze.
—E jantar?