Empós este coro nupcial que rodeiava Mercedes, este bello grupo de princezas, e de damas nobres como a duquesa de Sexto, que vestia de setim vermelho com rendas de Alençon, e a condessa de Guaqui, que trajava vestido de setim branco guarnecido de pennas de abestruz e perolas finas, entraram no templo o senado, os deputados, e o corpo diplomatico.
O rei subiu ao throno, onde a sua gentil figura se conservou de pé alguns momentos, e desceu depois para ir ao encontro{64} da sua noiva, que vestia de tafetá branco, bordado com innumeros bouquets de rosas nevadas, roçagando sobre o tapete do templo, entretecido por cem senhoras da primeira sociedade hespanhola, a sua immensa cauda.
Então celebrou-se a missa, que foi expressamente escripta pelo compositor cubano Villate, author da opera Zilia, e o patriarcha das Indias cruzou sobre os noivos a benção nupcial. Este acto foi acompanhado por uma allocução do patriarcha, depois da qual, subindo a rainha ao estrado, o patriarcha fez ouvir esta solemne saudação: «A Egreja sauda-vos rainha de Hespanha.»
Cantado o Te-Deum, D. Affonso XII e a eleita do seu coração subiram á carruagem real. O magnificente cortejo atravessou as ruas de Madrid por entre nuvens de pombas, que, lançadas das janellas, n'um numero prodigioso, esvoaçavam ás doidas por sobre as carruagens.
Nos labios do rei desenhava-se um fino, um doce sorriso de felicidade, cuja expressão se póde traduzir n'uma só palavra: «Emfim!»{64}
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FESTAS
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