Perguntei para Santarem por esta tradição. Um amigo meu, já hoje fallecido, respondia-me em 24 de abril de 1885: «Esta manhã fui pessoalmente ao convento das Claras em companhia do facultativo da casa, que entrou a fazer as necessarias indagações, e só obteve em resposta que effectivamente existe no edificio uma casa ou capella com um côro pequeno a que ainda hoje chamam o corinho, mas as freiras ignoram qualquer tradição a respeito d’essa casa.» O signatario da informação chamava-se José Candido Duarte da Silva.

[56] Chronica d’el-rei D. Affonso V, pag. 245.

[57] Pina, diz que o principe assistira sem o rei; Sousa, na Hist. geneag., escreve que nem o rei nem o principe quizeram assistir. Duarte Nunes de Leão dá o principe como presente. Seguimos a opinião de Pina e Duarte Nunes, mesmo por ser a que melhor se coaduna com o caracter do principe D. João.

[58] Amaral, Memoria V para a historia da legislação e costumes de Portugal; Rebello da Silva, Annaes das sciencias e lettras.

[59] Sobre o estado das classes servas na peninsula, leiam-se os importantissimos estudos de Herculano, no tomo I dos Annaes das sciencias e lettras, e no terceiro volume da sua Historia de Portugal.

[60] Rebello da Silva, Annaes das sciencias e lettras.

[61] Michelet, Précis de l’histoire moderne, pag. 23.

[62] Vida e feitos de D. João II.

[63] Vejam-se os documentos publicados no tomo II das Provas da historia genealogica, pag. 8 e 51.

[64] Innocencio diz que este opusculo é raro. Pudemos vel-o na bibliotheca nacional de Lisboa, onde existe. Na da academia real das sciencias não ha, porque fôra arrancado da miscellanea onde estava.