DR. MANSO (áparte)—Como ella esta córada! Farece um rabanete! (beija o retrato).

D. ALEXANDRE (a Engracia)—E seu esposo como está?

ENGRACIA—Não ha mal que lhe chegue. Vinha procura-lo?

D. ALEXANDRE—Vinha apresentar-lhe o meu genro:—o sr. dr. Manso Cordeiro, bacharel em direito, formado este anno pela Universidade de Coimbra. Pensa, porém, mais em poesia, musas e parnaso... do que em endireitar a nossa injusta legislação!

ENGRACIA (A Manso)—Muito folgo em conhecê-lo,

DR. MANSO—Minha senhora... (beija o retrato de Alice).

D. ALEXANDRE—Alice foi muito feliz. São muito amigos! Ainda estão na lua de mel... Minha filha ama loucamenta o noivo. Meu genro, esse então, ou passa o tempo a fazer-lhe versos, ou a beijar o retrato d'ella, quando está distante do original! É um poeta muito inspirado.

DR. MANSO—Oh! Meu querido sogro!...

D. ALEXANDRE—Offendi-lhe a modestia?... Paciencia! (a Engracia) Tenho pena de que o Gallo esteja ausente. Queria que elle ouvisse uma poesia que meu genro compôs!

ENGRACIA—Como se intitula?