PINTO GALLO—Não sei a que deva a sua colera?!

CARNEIRO—O senhor é o pae de minhas filhas, o amado de minha mulher...

DR. MANSO (áparte)—Por isso a D. Engracia lhe paga na mesma moeda!

PINTO GALLO—Não conheço a sua mulher! (recordando-se) Ah! Sempre tenho uma memoria de Gallo! Por isso Engracia me dizia que eu tinha um carneiro a perna! Então o senhor é o amado de minha mulher?!..

DR. MANSO (áparte)—Contradansa conjugal!

CARNEIRO—Fui amado a fingir mas o senhor... foi a valer!

PINTO GALLO (ao dr. Manso)—Mas afinal quem vem a ser o senhor?!

DR. MANSO—Sou o genro de D. Alexandre.

PINTO GALLO—Ainda não o conhecia... desculpe-me! (a Carneiro) E o sr. Carneiro, saia!...

CARNEIRO—Não saio sem explicações! Sou o offendido!