E na terceira era soou em paiz extranho uma voz que falava de servidão. O povo português lançou mão da espada e da lança, e em vinte combates provou a sua independencia, e que o Deus dos exercitos fora o Deus de seus paes.
E na quarta era chegou a idade viril da republica: a sua estatura assemelhava-se á de um gigante, os seus braços aos de um athleta.
E na quinta ella estendeu a mão para o oriente, e aferrando centenares de povos, metteu-os debaixo dos pés.
Então commetteram-se crimes, a corrupção estendeu-se, e a face do Senhor turbou-se.
Aqui na inscripção seguia apenas um nome de poeta, o depois uma longa beta negra. Esta significava que de infamia e servidão fora a sexta idade da republica.
E a lenda tumular proseguia:
Surgiu um dia o povo, e quebrando os grilhões que tyrannos estranhos lhe haviam lançado, açacalou de novo a sua espada esquecida, e combateu quasi um seculo.
E recobrou a independencia, senão a liberdade.
D'aqui ávante, falava o letreiro de existencias e de largos annos; mas de existencias sem gloria, e de annos semelhantes apenas á decrepitude de homem que foi robusto.
E havia ahi guerras e victorias e leis: mas as victorias coroavam o general e não o soldado, porque o soldado era servo: as leis eram talvez justas, mas desciam do throno dos reis sem a sancção popular, e o povo dobrava o joelho.