E vinha salpicado de sangue.
E parou diante do monumento.
Ficou immovel por algum tempo; depois, como excitado por um accesso de raiva infernal, procurava aluir o sepulchro.
Mas a immutabilidade do passado era a immutabilidade delle. Tinha-o posto alli a mão de Deus.
Então o vulto começou a raspar a inscripção, mas as letras cada vez mais se avivavam. Lá do intimo soou um longo gemido.
E o vulto soltou uma praga tremenda, e transpoz a borda do sepulchro; e estava em pé dentro delle.
E começou a afundar-se nas trevas; e estendendo os braços, os braços lhe ficavam hirtos.
E nos olhos, que até alli chammejavam furor, já fluctuavam lagrymas de homem que morre.
E descia, e descia!
E quando a fronte lhe topetava com a borda, a campa escapou das mãos do anjo, que trabalhava por sustê-la, e cahiu dando um som profundo.