É que hoje não ha truões. Este seculo é um grave, sério e cogitador assassino.
De quantos anciãos veneraveis será a historia a historia do meu benedictino?
«Mas elles têem pão: os soccorros publicos…» Olé, homens grandes, silencio!
Qual é o juro legal de cem milhões? São cinco.
Quanto dizeis vós que atiraés dos vossos balcões dourados aos hélotas da sciencia e do sacerdocio? Uma quota diminuta dessa quantia.
Cahiu também a arithmetica debaixo das ruinas do passado? Se é assim, dizei-o. Supprimamos a arithmetica. O que não fica supprimido é a palavra—mentira!
Mentistes; porque a somma de que falaes existe apenas em palavras mais torpemente hypocritas que as da serpente tentadora de nossa primeira mãe, as que se escrevem nas paginas de um orçamento.
E a realidade? A realidade é a minha visão; é que o monge, o sacerdote, se converteu em mendigo.
Silencio, outra vez, homens grandes! Tambem eu nasci nesta terra, e o sangue ainda me não esqueceu o caminho das faces.
E se nós, geração do progresso e da philosophia, nos envergonharmos de ser deshonestos, e dissermos:—Dê-se uma fatia de pão ao que morre de fome!» Mais; se dissermos:—Pague-se um juro modico dos valores que nos apropriámos?»