«…….consentiu em fazer um pacto de reconciliação com os compostellanos.»[66]
Fazendo queixas de seu marido, o rei d'Aragão, a mesma D. Urraca dizia diante dos fidalgos da Galliza:
«…..não sómente me deshonrou com palavras affrontosas, mas tambem é de sentir para toda a nobreza que me enxovalhasse as faces com as suas mãos immundas, e me désse pontapés.»[67]
É preciso confessar que havia alguma differença da côrte de Affonso o Batalhador á de D. João V.
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III—«……. O clero bracharense, carecendo de quem o guiasse, desejava fosse como fosse obter um pastor; mas não podera achar em todo o bispado pessoa digna d'aquella cadeira.
«Quando (S. Giraldo) entrou na cidade de Braga, e viu o estado bravio d'aquelle logar despovoado e sepultado em ruinas, ficou attonito.»[68]
Louvando o procedimento exemplar e excepcional de S. Giraldo, diz o seu discipulo e biographo:
«Nunca tractou de falcões, nem de caça com cães, ou de jogos d'azar.»
Eis um caso que elle refere, e que representa bem um aspecto dos costumes do seculo XII.